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Meu perfil BRASIL, Sudeste, NITEROI, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English ICQ - 262178064 |
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A calmaria em meio a tempestade. É assim que eu to definindo essas férias. Passei em todas as matérias da faculdade, fui aprovado num concurso pra estágio e espero ser convocado logo, um grande amigo da Unirio vai sair de lá (porra Glauter, vou ter que aturar Gustavo e Thyago sozinho!!! hehehe) e vou ter um longo tempo pra fazer porra nenhuma ou qualquer coisa que eu queira, tipo ler um livro que não fale sobre competência judiciária...ou simplesmente curtir mais minha namorada (caralho! to com tempo pra buscá-la no colégio todo dia! que foda!!!).
Apesar de estar muito contente por poder passar um mês sem me preocupar (muito) com responsabilidades, hoje não estou de bom humor...aproveitando uma inspiração mais sombria, aí vai mais uma poesia que reflete um pouco dos meus sentimentos no momento...
As coisas não são mais do jeito que eram.
Estranhamente tudo mudou de uma forma bizarra.
Amigos se foram , novos vieram.
Agora, tudo parece ser mais difícil.
Andando em círculos e aparentemente carregando o mundo nas costas.
Forçado a segurar muito mais do que acho que agüento..
Será que é a felicidade que esta me deixando?
Ou eu que estou deixando ela passar?
Será que apenas eu acho que tudo é tão difícil?
Me sinto desajeitado tentando segurar algo que escorre pelas mãos.
Como uma criança que tenta pegar a água.
Será que em algum momento eu vou conseguir atender as expectativas?
Gostaria que ninguém sentisse o que eu sinto agora.
Por que me sinto consumido e cansado.
Cansado de ser usado.
Cansado de ser explorado.
Cansado de não poder ser eu mesmo.
Como se todo tempo alguém tirasse algum pedaço de mim.
E por fim
"Queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida"
Sendo esmagado, é assim que eu me sinto.
Preso entre duas paredes que se fecham lentamente
Enquanto eu procuro uma saída
Não é a provável dor que eu vou sentir quando elas se fecharem
É a angustia de esperar que elas finalmente se fechem
O sofrimento infindável e a freqüente sensação de nunca chegar a lugar algum.
De nunca ser bom o suficiente, de estar sempre sentindo que "faltou alguma coisa"
Correndo freneticamente em um corredor escuro e muito grande, que chamamos de vida
Tropeçando, caindo, machucando
Cada passo parece mais pesado
Como se tivesse carregando chumbo amarrado a meus pés
Perguntando-me se um dia eu vou chegar no fim desse corredor
Ou se vou morrer tentando, ou simplesmente me apagar no caminho.
E quando eu ando algo me empurra para trás
Varias mãos me batendo incessantemente
E quando eu tento revidar
Meus socos se perdem na escuridão
No fim estamos sempre lutando com o mais terrível inimigo
Nós mesmos